Posted 1 May 2012, 4 weeks ago | 33,023 notes | reblog this post
(originally lawyerupasshole / via raddcliffe)

Imagine uma muralha que você constroi, algo como as muralhas de Troia, por exemplo. Imponentes, o seu orgulho. Muralhas que você põe pra cercar e proteger aquilo que você mais ama. Até que a muralha vai se deteriorando. Até que você vê as suas imponentes muralhas e o que elas protegiam, caindo. Ruínas do que um dia te fez feliz.
Até que você percebe que por mais que você amava o que as muralhas protegia, não precisaria delas mais. Porque o que você realmente mais ama é a si próprio. E pra protegermos a nós mesmos, basta sermos inteligentes. E notamos que o que a gente teve de importante com alguem que a gente amou, simplesmente, cai. Acaba. Quebra.
Mas a caminhada até se aprender que não se precisa de muralhas porque o que mais amamos somos nós mesmos, é longa e nela se sofre muito.
E ainda quando se descobre isso, você sofre lembrando de cada passo que fez a ruína da sua muralha. Que fez com que ela caísse. Sentindo um peso, peso de cada pedra dessa muralha caindo sobre a sua cabeça.
Aonde está o seu orgulho agora?


Henry Izzi - @HenryIzzi

Posted 31 March 2012, 1 month ago | reblog this post

harrypotter-photosets:

SEVERUS SNAPE A SLYTHERIN WHO DIED LIKE A GRYFFINDOR

”Pulei cedo da cama, o galo nem tinha cantado e eu já tinha de estar de pé. Oh, mas não há nada melhor de que ver seu esforço recompensado.

Vesti a camisa, logo, botei o chapéu. Hoje também precisei do macacão pra consertar a caminhoneta. Acredita que aquela latona deu de pifar? Mas, já tá tudo resolvido.

Por muitos anos, desde a juventude com o velho carrasco, eu fico com a mão todinha calejada. Isso é normal quando você trabalha com a lavoura. Você trabalha duro. Me lembro daqueles tempos de mais mocinho quando o nosso pedaço de terra era só aquele lado onde fica o pomar. As macieiras, as peras. Só aquele miudinho de terra.  Com o tempo e a morte do velho carrasco, foi tudo por minha conta. Mas, com muito carinho e amor, eu consegui aumentar toda essa linda terra para o que eu tenho hoje. Amar custa caro, mas, talvez valha a pena, filhos.

Querem jabuticaba? Colhi logo mais cedo. Se quiserem, o cestinho vai ficar aqui do lado.

Como eu já contei pra vocês, a minha rotina hoje já é mais calma. Vivo uma vida pacata, cuido do meu pedaço de terra, dos meus animais. Se eu não tivesse me dedicado desde cedo, eu só teria uma casinha de rancho perto de um rio. Mas, isso não importa senhores. Outro dia eu resolvi ir no bar do Sr. Mendes, aquele de madeira perto da estradinha de terra na entrada da cidade, sabem?

Lá no bar do Mendes, eu vi um senhor. O pobre já aparentava uma idade bem avançada. Tomava o seu whisky como se fosse água e já parecia fazer um bom tempo que aquele pobre estava sentado enchendo a cara naquela banqueta de madeira lascada.

Ele vestia o seu chapéu furado, provavelmente dos velhos tempos. Tinha cabelo comprido, seboso. Me sentei, a dois bancos de distância do senhor, pedi uma cerveja e uma rodada de mortadela e salame, e, enquanto finalizava o pedido pra gorducha rabugenta, esposa do Mendes, notei uma lágrima pingar do rosto do velho no balcão. Logo, não me contive em tentar lhe oferecer uma ajuda, mas, sem nem saber o que se passava com aquele coitado.

‘’Sofrimento. É disso que é feita a nossa vida, não é mesmo camarada?’’. Foi o que ele me disse quando perguntei se estava tudo bem. Não havia entendido o que ele queria dizer. Resolvi perguntar novamente: posso fazer algo pelo senhor?

‘’Você é Deus? Se for, traz a minha velha pra mim de novo e você estará me ajudando filho.’’, respondeu o velho chorão.

A caminhoneta mal-trancada que eu vira ao entrar no bar, tinha uma foto presa ao painel. Era um casal jovem, aparentemente apaixonados, e, com o brilho no olhar que dava pra notar, mesmo naquela velha foto amarelada. Era óbvio. A caminhoneta era do velho, me lembrei do chapéu que o homem usava na foto, era o mesmo que o velho tinha em sua cabeça.

Sua mulher havia morrido.

Dei-lhe os meus pêsames, um tapinha amigo nas costas. Saí do bar por um momento, abri a porta da caminhoneta daquele sofrido homem e tirei a foto do painel. Voltei, coloquei a foto amarelada ao lado do copo de rum, enchi o copo e perguntei: Vocês tiveram uma boa vida juntos?

Ele me respondeu com um ‘’sim’’. Ele se preparava para dar outra golada. Parei o braço que dirigia o copo à boca, ele me olhou estranho e tirei-lhe o copo.

‘’O que diabos você está fazendo? Por que não me deixa com a única companhia que me sobrou?’’, perguntou.

Ele se virou, ficou frente a frente comigo, me olhando torto. Tirei o chapéu de sua cabeça, coloquei aquela velha foto dentro e apenas disse ao velho: Vocês tiveram uma boa vida juntos, vocês se amaram. Vocês cuidaram um do outro, trabalharam juntos, viveram juntos. Por favor, saia desse bar, volte para a casa. A sua senhora se foi, meu bom senhor, mas deixou todo o sentimento dela pelo senhor no seu coração. Valerá a pena ficar aqui nessa banqueta enchendo a cara? Não. Ela pode ter falecido, mas, foi feliz. Feliz por ter tido o homem de sua vida. Feliz por ter tido uma vida feliz. Agora, por favor, pegue seu chapéu e volte pra sua casa.

Ele desabou a chorar, levantou do banco e colocou seu chapéu novamente na cabeça. Olhou profundamente nos meus olhos, com as lágrimas caindo na barba branca malfeita, logo, me abraçou.

Eu entendi o que aquele abraço quis dizer, o que as minhas palavras significaram para aquele coração que sofria. Ele deixou sua bebida no balcão, me deu uma ultima olhada, com um vago sorriso em sua boca, e foi embora. Ouvi o ronco de sua caminhoneta.

Pedi para que a gorducha mulher do Mendes me trouxesse uma garrafa de whisky e um copo. Tornei a me sentar em uma das banquetas, acendi um cigarro de palha e enchi o copo. Permaneci ali parado, bebendo por alguns minutos e pensando na vida.

O que é o amor, senhores? Acabo de ver um amor de toda uma vida ser separado pela Senhora Morte e um homem em fagulhas.

Durante a minha vida eu vi muitos amigos e conhecidos sofrendo por amor, sempre lhes dava uma palavra amiga e nunca parei para pensar melhor no assunto.

Amor. Não escolhe pessoas, não escolhe quando. Simplesmente acontece. Quem pode lidar com ele? Acho que são poucos. Acho que existem as pessoas que amam e as que sabem amar. Sabe, senhores, vocês já devem ter percebido durante o decorrer de vossas vidas, inúmeras pessoas dizerem sofrer por uma determinada pessoa. Mas, por que nós sempre acabamos por sofrer? Amor não era para ser alegria, companheirismo, felicidade? É. Mas não é a toa que, pelo menos no nosso português (e na vida), amor rima com dor.

Quem é que nunca teve aquele grande amor da vida? Eu já tive e conto para vocês, senhores, que foi um grande amor. Mas, como nem tudo na nossa vida é perfeita, o meu relacionamento também não foi. Mas, as coisas desandaram. Enfim, eu nunca mais quis me relacionar com ninguém.

Muitos me chamaram de frio. Eu passei toda a minha vida no meu pedaço de terra, cuidando daquilo que eu mais gosto e não quis mais amar. Mas, não foi por um relacionamento que não deu certo, foi, na verdade, por ver que o amor é para aqueles que se dispõem a amar sem muitos questionamentos. Esses, são os que mais sofrem. Enquanto eu aprendia a ser um iceberg, vi muita gente chorando porque acabara de terminar o seu relacionamento.

Vocês sabem me dizer como se lida com os sentimentos? Não?

Eu sei: usando a nossa maior máquina, o cérebro.

Desde o término daquela minha desventura amorosa, passei a analisar sentimentos. Passei a tentar aprender como eu poderia lidar com eles, fazer com que eles não me fizessem sofrer. E foi isso que eu fiz.

Sentimentos não são coisas que nós determinamos quando iremos sentir, definitivamente, não são. Sentimentos surgem durante as situações, como se tivessem vontade própria e nos faz agir por impulsos, nos faz agir pelo momento e não nos faz pensar claramente sobre eles. Você não tem escolha quando sente algo. A sua única escolha é como você vai interpretar esse sentimento e o que a sua escolha sobre ele vai ter como conseqüência.

Consequências, essa sim é uma palavra que combina perfeitamente com o que sentimos. É quase como lhes dizer o óbvio, o que a física já nos explica: Cada ação?

Sabem, senhores, quantas pessoas vieram até mim durante a minha vida toda pedindo algum conselho sobre amor. Muitas pessoas. O conselho foi sempre o mesmo: ame com o cérebro, pois, o amor sentido pelo coração é conseqüência de uma escolha correta que você fez.

Se as pessoas analisassem mais suas situações, não teríamos mais tantas sofrendo por banalidades que poderíamos evitar. Não julgo a ninguém. Demorei a aprender, mas, ninguém é obrigado a aprender nada em relação a isso. Só deveriam saber que precisamos pensar para sentir.

Muita gente me critica, dizendo que eu sou radical demais quando lido com sentimentos. Não, não sou frio. Eu só queria que todos pudessem notar o que poucos notam, que é saber lidar com as situações no campo sentimental da maneira mais apropriada para cada uma. Esse campo não permite erro, não permite falhas. Na verdade, permite. Mas, você pagará pela sua falha. Como? Quer mesmo saber como você irá pagar pela sua falha? Sofrendo, é claro.

Não espero ser compreendido, senhores, afinal isso é mesmo algo a se aprender com experiências ou com escolhas. Nós sofremos porque nós queremos sofrer. Temos um grande potencial de intelecto para fazermos com que nossas feridas cicatrizem com mais rapidez. Nós somos seres capazes de interpretarmos o nosso sentir. Mas, como o fazer se não se consegue, primeiramente, se interpretar o pensar? Não há possibilidades.

A nossa vida, o que sentimos, pensamos e como agimos, tudo é determinado pelas nossas escolhas. Se vemos um cacho de abelhas e vermos também uma grande pedra no chão à nossa frente, temos duas escolhas: arremessar a pedra no cacho, derrubando-o. Consequência? As abelhas virão atrás de nós e sentiremos a dor de seus ferrões. Não precisamos de ferrões quando a outra escolha é deixar a pedra no chão. Passaríamos pelas abelhas e iríamos seguir nosso caminho. Sem dor, sem sofrimento. Uma conseqüência positiva. É o mesmo que acontece para qualquer outra coisa na nossa vida. Nós sempre teremos motivos para sofrer, mas nós sempre teremos a nosso dispor, a capacidade de pensar naquilo que amenizará a dor.

É isso que eu concluo, agora já tarde da noite, sentado nessa banqueta de madeira após ver aquele pobre senhor sofrendo pela perda da companheira dele de toda uma vida. Foi-lhe mostrado o lado da dor, o porquê de ele estar sofrendo e o que ele estaria fazendo que só aumentaria seu pesar. Mas, foi-lhe mostrado também, senhores, o lado em que esse pobre velho poderia ser feliz, mesmo com a sua dor. Ele viu que teve uma boa vida, que sua companheira teve uma boa vida. Que foram felizes juntos e que sempre ajudaram um ao outro, que quando morressem, morreriam felizes por terem levado a vida que tiveram.

Aquele senhor escolheu aceitar a sua perda e prosseguir a sua vida, com um sorriso no rosto, feliz por ter vivido. Ele poderia no dia de hoje lamentar a vida que ele teria sem ela. Mas, não. Ele agradece por tê-la tido ao seu lado, agradece os bons momentos, e aceita que é o ciclo da vida. Acho que eu pude fazer algo bom por alguém hoje.

Nossa, está ficando ainda mais tarde. É melhor voltar para o meu cantinho, é melhor ir me recolher porque amanhã o meu dia, novamente, começará cedo. Sempre temos trabalho, nosso trabalho nos dá bons frutos, é só aprendermos a ver o lado bom das coisas.

Agora, pago ao senhor Mendes, recolho a garrafa de whisky pela qual paguei e agradeço o casal. Hora de ir embora. A propósito, senhores, peguem uma garrafa na minha conta vocês também. Precisamos aprender a viver de maneira positiva. Comemoremos!”

                                                                      Henry Izzi - @HenryIzzi

                                                                                                            

Posted 15 March 2012, 2 months ago | 1 note | reblog this post

“From now on, we’re gonna do in his way. This is how we honor Dale”

Posted 13 March 2012, 2 months ago | 114 notes | reblog this post
(originally ddixons / via twdgifs)
Posted 13 March 2012, 2 months ago | 1,732 notes | reblog this post
(originally gaystarks / via twdgifs)

”O céu está cinzento, ele está soprando frio. Escuro dia.

Soprando frio.  Sabemos fazer bem isso, não?

Levante sua cabeça, dê uma olhada para o céu então.

O que você vê?

Sentado nessa velha banqueta, o cigarro de palha a queimar, o whisky parece já não me esquentar. Tenho memórias da minha juventude, oh que juventude foi a minha. O céu ainda está lá.

Sempre tentei manter meus sentimentos sob controle, mas, quem os controla senhores?

Olhava as pessoas com tanto desprezo e a mim com tanto esmero. Mais um gole de whisky e já podemos continuar.

Talvez eu tenha amado, talvez tenha odiado. Talvez eu tenha sido amado, talvez tenha sido odiado. Isso já não importa.

O céu está soprando frio. Olhe para ele.

É de nossa natureza achar que sempre estaremos certos? Eu acho que é. O que não é de nossa natureza, é aceitar. Talvez aceitar não seja a palavra, mas é o que eu tenho agora para lhes apresentar.

Quantas mais atitudes erradas, precisamos tomar, ou quanto mais frios precisaremos ser, não apenas com as pessoas, mas, com nós mesmos?   Talvez você não se importe, eu não me importei. Mas, acho que precisamos parar de errar. Tudo bem, você pode se perguntar: ‘’me importar? Com o que tanto devo me importar?’’

Oh, não me faça responder. É tão fácil notar.

Quanto individualismo cabe dentro de nós? O suficiente para nos amargurar?

A vida pode ensinar a não errar? É, talvez sim, talvez ela possa. Mas, por quê nós não podemos tentar?

Cuidado, o tempo está a passar.

Que péssimo hábito esse que temos de esperar tudo surgir de uma energia divina e como é grande a capacidade do ser humano de ignorar, de fingir não se importar.

Você ainda está olhando para o céu?

Pare, de que vai adiantar se você não souber o admirar?

Acho que hoje, é o que posso lhes passar. Aceitam um gole de whisky?”

                                                   Henry Izzi - @HenryIzzi

Posted 13 March 2012, 2 months ago | 1 note | reblog this post
Posted 12 March 2012, 2 months ago | 12 notes | reblog this post
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Posted 12 March 2012, 2 months ago | 13 notes | reblog this post
(originally painthodge / via painthodge)
Posted 12 March 2012, 2 months ago | 5 notes | reblog this post
(originally fuckyeahcountrystars / via fuckyeahcountrystars)